Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. (2 Timóteo 4.3,4) - Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina. (Tito 2.1)

sábado, 12 de abril de 2008

A coragem dos profetas

É grande a nossa admiração pela coragem indômita dos profetas do Velho Testamento. Homens escolhidos por Deus, entre as mais diversas posições sociais, profissões e atividades, numa demonstração bem patente de que o SENHOR não faz acepção de pessoas. Alguns até que nem os nomes ficaram registrados e são citados apenas com "vidente", "homem de Deus" ou "enviado do SENHOR".

Foram homens que, obedecendo a ordem de Deus, enfrentaram corajosamente reis, autoridades políticas e religiosas, nações inteiras e o povo em geral, para dizerem cara a cara que estavam errados, eram desobedientes, idólatras, ingratos e alguns atrevidos em extremo.

De Samuel a João Batista, todos tiveram que enfrentar os poderosos e até a fúria popular para cumprir as suas missões. Alguns transformaram a própria vida. Chegaram ao desconforto físico para tipificar os erros e descaminhos daqueles que estavam desobedecendo ao SENHOR, voltando-lhe as costas e se entregando a deuses estranhos e suas práticas abomináveis.

Elis enfrentou o rei Acabe, sua terrível esposa, a rainha Jezebel, e os 450 profetas de Baal. "Um homem de Deus" profetizou contra o altar feito por Jeroboão na presença dele; Isaías, de linhagem real, andou nu e descalço por três anos para mostrar a Israel como a nação estava diante de Deus. Jeremias, um jovem tímido e sensível, com apenas 21 anos enfrentou toda a corte de Jeoaquim, quase foi morto, mas entregou duas vezes a mensagem do SENHOR. Ezequiel enfrentou seu próprio povo no cativeiro, contou suas visões, proferiu parábolas, fez poemas e provérbios, e profetizou alertando os exilados sobre os seus pecados e a necessidade de arrependimento. Oséias casou-se com uma mulher infiel e adúltera para mostrar o que o povo estava fazendo com Jeová. Joel, Amós, Miquéias, Habacuqye, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias verberaram ao exortar Israel, seus reis e autoridades religiosas corajosamente.

João Batista chamou os fariseus e saduceus de "raça de víboras" na cara deles, apesar de serem altas autoridades religiosas naquela ocasião.

Foram realmente homens de muita coragem e grande desprendimento, porque eram obedientes aos SENHOR.

Os nossos líderes religiosos não deveriam se mirar nesses baluartes da obediência e coragem e enfrentar os "reis", "profetas" e "baalins" da atualidade?

Está tramitando no Congresso Nacional, debaixo de "sete capas", um famigerado projeto de Lei proibindo a produção e distribuição de qualquer livro, folheto, revista ou literatura que contenha qualquer manifesto contra a homossexualidade. Isto, logicamente inclui a Bíblia Sagrada. Que absurdo inominável! Cadê a nossa tão falada liberdade de expressão?

Será que voltaremos a ser Sodoma e Gomorra? Com a palavra e ação os nossos líderes nacionais!
Pr. Manoel Malta.
Pastor da Igreja Cristã
Missionária Betel.