Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. (2 Timóteo 4.3,4) - Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina. (Tito 2.1)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Cristo descrito por João

O evangelho de João descrito como uma galeria de obras de arte. Este evangelho apresenta uma série de desenhos, em cada um deles Cristo é a figura central.

Versículo chave, 20.31: "Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome."

Cada um dos vinte e um capítulos, contém um retrato impressionante de algum aspecto do caráter e obra do Salvador.

Os primeiros dois capítulos contêm cenas que se complementam.

No capítulo 1, ele é o Filho de DEUS, e sua divindade é descrita. “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS” (v. 1). “Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (v. 14).

No capítulo 2, ele é o Filho do Homem. Aqui temos uma imagem que ilustra sua humanidade perfeita. Aparece como convidado de um casamento em Caná da Galiléia. Mistura-se com homens comuns em suas atividades sociais.

No capítulo 3, ele é o Mestre divino, que ensina a um mestre de Israel. Nicodemos diz. “Mestre, sabemos que ensinas da parte de DEUS” (v. 2).

No capítulo 4, ele é o Ganhador de almas. Aqui vemos os passos de JESUS, conduzindo a alma enegrecida da mulher samaritana para a luz.

No capítulo 5, ele é o grande Médico, cheio de compaixão pelos paralíticos que sofrem.
Mostra seu poder divino curando, de maneira instantânea, um caso sem esperança (v. 8,9).

No capítulo 6, ele é o Pão da vida (v. 48). Sem ele, a alma do homem morre faminta.

No capítulo 7, ele é a Água da vida (v. 37) que satisfaz o coração sedento.

No capítulo 8, ele é o Defensor do fraco. Uma cena mostra como defendeu a mulher decaída (v. 3-11). (Veja também sua defesa em favor das crianças, Mc 10.13-15.)

No capítulo 9, ele é a Luz do mundo (v. 5). Reivindica esse direito e o comprova, dando luz a um cego de nascença (v. 11).

No capítulo 10, ele é o Bom Pastor (v. 11). Cuida “do rebanho” com extremo cuidado e dá sua vida pelas ovelhas.

No capítulo 11, ele é o Príncipe da vida (v. 25). Prova seu direito a este título quando chama a Lázaro da morte (v. 43.44).

No capítulo 12, ele é o Rei. Entra em Jerusalém montado em um jumentinho e é aclamado rei de Israel pela multidão (v. 12-15).

No capítulo 13, ele assume o lugar de um Servo. Aqui temos a cena maravilhosa de sua condescendência, ao lavar os pés dos discípulos (v. 4,5).

No capítulo 14, ele é o Consolador. Mesmo sua crucificação estando tão próxima, esqueceu-se de si mesmo por completo e consolou a seus conturbados discípulos (v. 1).

No capítulo 15, ele é a Videira verdadeira (v. 1). É a fonte de todo fruto espiritual.

No capítulo 16, ele é o Doador do Espírito. Quando partiu, prometeu enviar o Consolador ao mundo (v. 7-15).

No capítulo 17, ele é o Grande Intercessor. Oferece sua maravilhosa oaração intercessora pela igreja.

No capítulo 18, aparece como o Sofredor Modelo (v. 11). Submissamente toma o cálice de sofrimento de seu Pai.

No capítulo 19, ele é o Salvador crucificado (v. 18; 3:14). Chega a ser “obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fp 2:8).

No capítulo 20, ele é o Conquistador da morte. Por quatro vezes encontrou e derrotou ao “rei dos terrores”. Primeiro, ao lado da cama de uma menininha, Mt. 9.24,25; segundo, no enterro do filho da viúva, Lc. 7.11-15; terceiro, na tumba de Lázaro, Jo 11.43,44. Finalmente, entra na própria fortaleza do “destruidor sinistro” e transforma-se no Conquistador (20.11-17; Ap. 1.18; ).

No capítulo 21, ele é o Restaurador do arrependido. Comissiona Pedro como pastor do rebanho e manda-o alimentar as ovelhas e os cordeiros (v. 15-17).