Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. (2 Timóteo 4.3,4) - Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina. (Tito 2.1)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Nós somos o sal da Terra

( veja Mateus 5. 13. )


Sal Da TerraO sal dá sabor aos alimentos aos quais é adicionado. Jó disse o seguinte: “Comer-se-á sem sal o que é insípido? ” ( Jo 6. 6.). A Igreja deve ter na terra a mesma função do sal. Nossa presença na terra impede que Deus destrua este mundo pecaminoso, como destruir Sodoma e Gomorra. Assim ele coloca sobre nós a responsabilidade do retardamento do juízo final, dando mais tempo aos homens para que aceitem ou rejeitem a Jesus Cristo como Salvador.

Da mesma forma somos embaixadores de Cristo ( 2 Co 5. 20. ). Assim somos enviados como representante oficiais de nosso governo ( o reino de Deus) parar apresentar seus interesses em um país estrangeiro. Quando dois governos estão em guerra, a primeira coisa que fazem é retirar seus embaixadores. Portanto, o fato de permanecermos nesta terra significa que Deus ainda está suportando o pecado de mundo, e ainda há tempo para se pregar o Evangelho.

Mas o sal também restringe o processo da deterioração. Antes de existirem geladeiras, as pessoas que viajavam tinham que cobrir de sal a carne que levavam, parar que ela não estragasse. O espírito do Anti-Cristo já está em operação na terra desde o primeiro século. João escreveu o seguinte: “ E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito de Anti-Cristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem, e presentemente já está no mundo. Filhinhos, vós sois de Deus, e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.”( 1 Jo 4. 3,4.).

O espírito do Anti-Cristo, que é o espírito do desrespeito às leis, está operando com uma influencia cada vez maior no mundo. Eventualmente, esse espírito produzirá o Anti-Cristo em pessoa. Por meio da Igreja, o Espírito Santo está detendo estas forças contrárias a Deus, até que essa força positiva seja removida da terra.

À medida que vamos amadurecendo no cristianismo, começamos a compreender que ser crente não apenas é um privilégio, mas também constitui uma responsabilidade. E sendo a principal barreira que impede a expansão da influencia de Satanás no mundo, precisamos entender bem a importância da oração de intercessão.

Se não entendermos claramente nossa condição de sal da terra, e por negligencia permitirmos que o mal assuma o controle das circunstâncias naturais prevalentes em nosso país, então o sal terá perdido seu sabor. Naquela ocasião Jesus disse: “ Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. “ ( Mt 5. 13. ).

Nós fomos chamados por Deus também para sermos um reino de sacerdotes. E como corpo sacerdotal de reis, recebemos autoridade. A tarefa do sacerdote do Velho Testamento era interceder pelo seu povo diante do Propiciatório. Assim também, em nossas orações de intercessão, exercemos nosso papel de sacerdotes do Novo Testamento, tomando posição na brecha, clamando pelas necessidades do povo de Deus.

Deus determinou que seus filhos governem conjuntamente com Jesus Cristo. Ele não governa sobre nós, eximindo-nos de responsabilidades, mas Ele nos delegou autoridade para assisti-lo em seu governo na terra. “ E pôs todas as cousas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas.”( Ef 1. 22-23. ). E no capítulo 2, Paulo amplia sua explanação de nosso papel como governantes: “ E juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. “ (v. 6).

No exercício da autoridade espiritual, o conhecimento e sabedoria humanos que possuímos são vivificados pelo Espírito Santo. Mas possuímos também conhecimento espiritual, que ultrapassa nosso conhecimento natural. Esse tipo de conhecimento nos é dado pelo Espírito Santo. ( Veja 1 Coríntos 2. 7-10. ).

O texto do Velho Testamento mais citado no Novo é o Salmo 110. vamos analisar atentamente este salmo, para vermos como nossa autoridade pode ser empregada na oração de intercessão.

“Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. O Senhor enviará de Sião o cetro do seu poder dizendo: Domina entre os teus inimigos. Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo no dia do teu poder; com santos ornamentos, como o orvalho emergindo da aurora, serão os teus jovens. O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. O Senhor, à tua direita no dia da sua ira, esmagará os reis. Ele julga entre as nações; enche-as de cadáveres; esmagará cabeças por toda a terra. De caminho bebe na torrente, e passa de cabeça erguida.”

Nesse importante salmo, Cristo é apresentado como o supremo governante da terra e como sumo sacerdote, segundo a ordem espiritual de Melquisedeque. O autor do livro de Hebreus amplia mais o papel de Cristo como sacerdote espiritual: “ Vivendo sempre para interceder por eles...” ( Hb 7. 25. ). O governo de Cristo se revestirá de características bem peculiares, pois que governará sobre seus inimigos. Davi, quando era rei, no meio de seus inimigos, possuía um trono físico. Assim também, Cristo se acha no pleno controle de tudo, sem contudo possuir os tronos físicos do poder terreno.

A vara, que na Bíblia é um sinal de sua autoridade, procederá de Sião – nome empregado para identificar o povo de Deus. Assim sendo, a maneira pela qual o mundo experimenta o domínio de Cristo nas atuais circunstancias é pelo exercício da autoridade da Igreja, particularmente na intercessão.

Agora que já entendemos nossa posição espiritual neste mundo, como sal da terra, sacerdotes reais e co-participastes do governo de Cristo, vejamos como funciona a intercessão, e porque ela é necessária.

Como vimos na oração de Daniel, Satanás faz oposição à vontade de Deus – não somente naquilo que desrespeito à Igreja, mas em tudo que se relaciona com o mundo. Tendo recebido autoridade sobre esta era ( Satanás é chamado de “o deus deste século”), ele dirige todo o seu poder contra o povo de Deus que, como já vimos, é chamado a exercitar a autoridade de Cristo.

Sabendo que a Igreja é o principal obstáculo às suas pretensões na terra, Satanás se esforça para nos devorar como um leão, que ruge. Entretanto, o evangelho tem que ser pregado e às nações tem que chegar ao conhecimento de Cristo. Vemos aí dois interesses conflitantes. E como vemos pelo estudo da História, quando há conflitos de interesses entre nações, surgem as guerras.

Pela intercessão, o crente passa a exercer sua função sacerdotal, pela qual Ele oferece uma base terrena a Deus, para que promova seus interesses. Esta era tornou-se um campo de batalha entre duas forças oponentes, mas Deus possui um grupo seu em terra estrangeira que pode fazer com que a influência da eternidade penetre nesta era. Dessa forma, este mundo natural pode ser conquistado, e passa a estar sob o domínio do reino de Deus.

Quando Israel estava guerreando contra seus inimigos, Moisés levantou as mãos; mas na hora em que ele as abaixava, Israel era derrotado. Isso é um símbolo claro da prática da intercessão.

Yonggi Cho, David (Paul).
Oração, A Chave do Avivamento
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Belo Horizonte, Betânia, 1986. p. 89, 90, 91.